quinta-feira, fevereiro 22, 2024

Estado brasileiro reconhece violação de direitos em caso de sem-terra

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O Estado Brasileiro reconheceu violação dos direitos e garantias na condução do processo penal em relação ao assassinato do trabalhador rural e integrante do Movimento dos Sem Terra, Manoel Luiz da Silva. Os representantes da Advocacia-Geral da União pediram desculpas aos familiares da vítima. Eles participaram de julgamento na Corte Interamericana de Direitos Humanos, nessa quinta-feira (8).

Em 1997, Manoel foi morto por um tiro de espingarda, calibre 12; e os dois acusados pelo assassinato foram julgados 16 anos depois. A AGU admitiu ter ocorrido desrespeito à integridade física, psíquica e moral dos familiares da vítima.

Na pauta desta sexta-feira (9), a Corte Interamericana de Direitos Humanos analisa se houve omissão do Brasil no caso do desaparecimento, em 2002, do sem-terra Almir Muniz da Silva, também na Paraíba. O agricultor havia denunciado ameaças de morte e a formação de milícias privadas.

Noberto Muniz, de 60 anos, irmão da liderança rural desaparecida, está em San José, capital da Costa Rica, para acompanhar o julgamento. Ele acredita que o irmão desapareceu porque lutava pela desapropriação de uma terra no município de Itabaiana, com 57 famílias; mas a área também seria alvo de fazendeiros da região.

O advogado da organização não governamental Justiça Global afirma que esse é o primeiro caso do Brasil envolvendo desaparecimento forçado no contexto da reforma agrária. A organização pede que o país inclua na legislação nacional o crime de desaparecimento forçado, que ainda não é tipificado em lei.

Se o Estado brasileiro for considerado culpado, nos dois casos, a Corte internacional pode determinar que o Brasil tome medidas para reparar as famílias afetadas.

* Com informações da Agência Brasil.



Fonte: Fonte: Agência Brasil

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