segunda-feira, julho 15, 2024

Movimento quer combater uso excessivo de celulares pelas crianças

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Agência Brasil
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Combater a dependência do celular pelos pequenos. Com esse objetivo, mães e pais de estudantes de uma escola na capital paulista criaram em abril deste ano o Movimento Desconecta. A iniciativa propõe que os responsáveis façam um acordo entre si, e só presenteiem os filhos com celulares a partir dos 14 anos. Já as redes sociais seriam liberadas apenas depois dos 16 anos.

O movimento é inspirado em ações parecidas de outros países, como a Smartphone Free Childhood, dos Estados Unidos e Reino Unido, baseado em pesquisas que alertam para os riscos do uso excessivo de telas e redes sociais entre crianças.

Sara de Assis – gerente de projeto sociais e mobilizadora da campanha “Infância, eu abraço” apresenta dados sobre o uso precoce e ampliado dos smartphones: 49% das crianças brasileiras têm celulares próprios, enquanto 33% usam os aparelhos dos pais. No total, 82% delas estão conectadas.

Sobre o tempo ao celular, 85% das crianças a partir dos 4 anos ficam mais de uma hora por dia no aparelho. Aos dez anos, 37% ficam mais de quatro horas na tela. Os números são do Instituto Olinto Marques de Paulo.

Sara de Assis chama a atenção sobre a dependência digital que aprisiona as crianças:

‘Ah, tô brincando no celular, tô jogando’… sim, mas não é a brincadeira com o outro, em que você perde, você ganha. Falarmos dessa necessidade das crianças saírem desse cárcere, digamos assim, pra poder explorar um pouco mais os espaços verdes, explorar o brincar, o socializar, o viver.

Para chamar a atenção sobre esse tema, nesta sexta-feira, a partir das sete da noite, vai ser apresentada na Assembleia Legislativa de São Paulo a campanha “Infância, eu abraço”. A iniciativa, que reúne sociedade civil, médicos e educadores, alerta sobre dependência digital e os impactos do uso de smartphones na saúde mental das crianças e adolescentes. E pretende sensibilizar a sociedade para reabrir horizontes das novas gerações estimulando o brincar, o socializar, o conviver como forma de combate ao encarceramento virtual.



Fonte: Fonte: Agência Brasil

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