sexta-feira, maio 24, 2024

MPF pede proteção individual ao cacique Luiz Catu no RN

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Agência Brasil
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O Ministério Público Federal solicitou que a Polícia Militar do Rio Grande do Norte providencie proteção individual ao cacique Luiz Catu, indígena da Comunidade Catu, que fica na Área de Proteção Ambiental Piquiri/Una, nos municípios potiguares de Goianinha e Espírito Santo. 

O cacique fez um boletim de ocorrência na Polícia Civil, na semana passada, afirmando que dois homens desconhecidos entraram na casa de seu irmão e perguntaram à sua cunhada onde ele morava. Ele informou no mesmo boletim, que já vem sofrendo ameaças e intimidações. 

A liderança indígena fez denúncias de desmatamento ilegal ocorrido dentro do território de sua comunidade. Foi ele, inclusive, que conduziu as autoridades locais até a área que havia sido desmatada para que fosse plantada cana-de-açúcar. No local também foi apreendido o maquinário utilizado no crime ambiental. No mês passado, a Polícia Federal indiciou dois empresários justamente por mandarem desmatar uma área da reserva, que possui remanescente de Mata Atlântica.

O Ministério Público Federal pediu ainda que a Polícia Federal investigue se há relação entre a ameaça sofrida e as denúncias feitas pelo cacique. 

Pelas redes sociais, a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar do estado informou que recebeu juntamente com a Ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, o cacique Luiz Catu para ouvir seus relatos.

Ficou acertado que, na próxima terça-feira (21), o Comitê  Estadual de Resolução de Conflitos Fundiários Rurais irá até a comunidade Catu, com uma comitiva interinstitucional com outros órgãos federais e estaduais. No relato do líder indígena às secretarias, ele destacou que o avanço das plantações de cana de açúcar na região tem sido acompanhado por uma série de violações de direitos de sua comunidade, como expulsão de pessoas de áreas de cultivo das famílias com cercamento feito com placas, limitação de acesso e circulação no território e impedimento de acesso à área onde é feito o manejo sustentável da mangaba.

*Com produção de Daiana Vitor.



Fonte: Fonte: Agência Brasil

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