quarta-feira, abril 24, 2024

Ouvidoria das Polícias de SP investiga abusos na Operação Verão

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Agência Brasil
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Trinta e nove pessoas morreram em supostos confrontos com a polícia, na baixada santista, desde o dia dois de fevereiro. Este número preocupa a Ouvidoria das Polícias em São Paulo, que está investigando denúncias de abusos na Operação Verão.

Nesse domingo (3), o ouvidor Cláudio Silva e representantes de entidades de defesa de direitos humanos ouviram relatos de pessoas de comunidades do litoral paulista. Todos apontaram abusos cometidos por agentes da Polícia Militar. Entre eles, fuzis apontados até para o rosto de crianças durante abordagens.

“Essas pessoas estão muito traumatizadas. Com sentimento de que quem deveria os defender, tem os vulnerabilizado. Então a gente está, nesse momento, atuando por um cessar-fogo na baixada santista”, relata Silva.

Segundo o ouvidor, os depoimentos coletados serão incluídos em relatório, a serão apresentados durante audiência pública, no próximo dia 18.

Cláudio Silva acrescentou que pessoas foram supostamente socorridas por policiais onde houve os confrontos relatados pela PM, mesmo depois de mortas, o que dificulta o trabalho de identificação da causa das mortes e do local onde elas aconteceram.

A Operação Verão, da Secretaria da Segurança Pública, é considerada pela ouvidoria como uma sequência da Operação Escudo, que no semestre passado resultou na morte de 28 pessoas, também em supostos confrontos com policiais.

Segundo o presidente do Condepe, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, Dimitri Sales, que também participou da comitiva nesse domingo, os agentes que atuam nessas operações se sentem amparados pela Secretaria da Segurança Pública, e contam com a possibilidade da impunidade. Sales disse que várias pessoas que já tinham confirmado o depoimento, não apareceram com medo de retaliações.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que as mortes em conflitos com agentes da segurança pública são consequência direta da reação violenta de criminosos à ação da polícia.



Fonte: Fonte: Agência Brasil

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